Prof. José Afonso de Oliveira

Foto Christian Rizzi

Só podemos viver no atual mundo globalizado na medida em que também formos capazes de destruir as nossas fronteiras em busca desse novo mundo que está surgindo. São terras desconhecidas, novos pensamentos, posicionamentos enfim tudo que está contraposto às supostas fronteiras que pareciam definitivas.

O homem atual não está mais afeto a este ou aquele país, mas tende a ser globalizado. Estamos em um convívio muito intenso com outros povos que, até bem pouco tempo, eram distantes e desconhecidos, de uma forma muito especial asiáticos e africanos.

Hoje eles estão em nossas cidades, casas, supermercados enfim convivem conosco e planejamos juntos novas atividades quer nos campos econômicos, comerciais, culturais ou universitários de sorte a podermos interagir com todos buscando sempre novas alternativas para a vida em sociedade.

As fronteiras que nos prendiam a uma região, um país, estão sendo superadas senão mesmo destruídas em função de uma maior aproximação com todos os povos do planeta.

Se abstrairmos do nosso planeta e pensarmos de forma mais ampla no cosmos, ou seja, no universo, somos completamente insignificantes quando pensamos na manutenção de estruturas fechadas, nacionais propondo tomadas de espaços geográficos, dominação política, controles econômico-comerciais de uns sobre os outros. Tudo isso não faz o menor sentido numa visão mais ampla que deve mesmo ser o alicerce dessa nova cultura que está sendo gestada.

A grande questão que está proposta hoje é descobrirmos a nossa verdadeira identidade no momento em que aquela que nos colocava como nacionais está sendo ultrapassada, se bem que, evidente, isto não seja uma tarefa fácil nem também imediata. Para tanto basta ver os atuais movimentos separatistas de cunho nacionalista que estão ocorrendo, mundo afora.

Queiramos ou não, isso não é uma dependência da nossa vontade estamos caminhando para nos tornarmos cidadãos globais implicando que teremos na compreensão do outro, como aquele que é diferente de mim mesmo, a base dessa nova convivência. Viver com os diferente não para destrui-los ou dominá-los mas sim para juntos podermos construir uma nova sociedade, muito mais rica, saudável e plena onde a harmonia entre os homens vai também ser refletida no respeito à natureza e ao ambiente.