Prof. José Afonso de Oliveira

Foto Christian Rizzi

Com o processo de globalização temos, por um lado, a abertura de fronteiras, especialmente no que tange a questões pertinentes ao mercado de compra e venda. Por conta disso barreiras alfandegárias são extintas, moedas unificadas tudo que possa permitir e acelerar compras e vendas não mais localmente e sim globalmente.

No entanto como temos vários problemas que vão das absurdas desigualdades sociais a guerras terríveis, assistimos também contingentes enormes de pessoas perambulando pelo mundo afora em busca de lugares mais tranquilos para viver.

No Oriente Médio a guerra atual da Síria empurra enormes contingentes populacionais em direção à Turquia e à Europa mediterrânea.

Guerras africanas fazem o mesmo empurrando pessoas em direção à Europa mediterrânea sendo mais ou menos comum naufrágios em embarcações improvisadas no Mar Mediterrâneo.

Por conta disso existem vários campos de refugiados no mundo, alguns com duração mais longa como no caso dos palestinos vivendo fora de Israel.

A situação de todos esses migrantes é desesperadora por conta que estão fugindo de seus locais de origem dada a ocorrência de guerras de uma crueldade imensa, mas que tão pouco conseguem entrar na rica Europa hoje com suas fronteiras fechadas para eles. Ficam assim numa situação terrível, expulsos de suas terras originais e não aceitos em outros lugares. Vivem em acampamentos provisórios que vão se transformando em definitivos, alguns deles sob os cuidados da ONU outros realizados sem intervenção alguma de entidades ou estados nacionais.

Na verdade, trata-se de pessoas não aceitas no atual mundo globalizado e, por conta disso, não tendo acesso a praticamente nada das novas economias. Vivendo em extrema miserabilidade são presas fáceis da violência e de várias endemias que grassam nessas áreas.

Não conseguem empregos até mesmo porque estes não existem em função de todo o processo informatizado, assim não tem acesso a nada não podendo migrar para outras regiões pois que as dificuldades são as mesmas, senão piores ainda.

É preciso que as autoridades responsáveis, tanto da ONU quanto também dos estados nacionais possam efetivamente adotarem determinadas ações visando a resolver essa questão.