Prof. José Afonso de Oliveira

Penso que a decisão monocrática de Trump informando da transferência da embaixada dos Estados Unidos da capital comercial de Israel, Tel Aviv, para Jerusalém, é o mesmo que jogar um litro de gasolina numa fogueira.

Se a situação do Oriente Médio é tensa por conta de vários e terríveis conflitos, com grupos armados de várias e diferentes posições e ideologias, agora isso vai explodir generalizando um conflito de grandes consequências e, pior de tudo, para nada.

Já vivem os palestinos numa situação de opressão terrível, diria mesmo monstruosa de inteiramente desumana e bárbara tendo agora a sua situação piorada enormemente.

Penso que Trump está jogando para a plateia mais conservadora dos Estados Unidos quanto também do mundo tendo por objetivo salvar a sua própria pele em processo que corre internamente, investigando possíveis irregularidades em sua campanha eleitoral. Objetivando marcar território ele parte para uma política extremamente agressiva, belicosa, provocando guerras o que pode realmente vir a acontecer e cujas consequências são impensáveis, mas terríveis.

Justo agora que o mundo caminhando no processo de globalização visa derrubar barreiras nacionais, temos esses pronunciamentos que ampliam o poder dos estados nacionais, configurando novas barreiras, pois que ele é favorável a construção de muros entre os povos ao invés de pontes.

Mas tudo isso também é decorrência da ascensão da China no cenário internacional que pode roubar a hegemonia americana. Na verdade, sempre sonharam em constituir o império americano, mas isso nunca passou de uma grande ilusão.

Hoje, mais do que nunca a ascensão da China e o reconhecimento dos Estados Unidos mostrado claramente na viagem de Trump aquele país, exige que mudanças sejam feitas internamente visando o aumento dos setores produtivos e externamente a conquista de novos mercados em competição direta e aberta com a China. Se isso vai dar certo o tempo dirá, no entanto, o componente bélico dessa conquista de mercados hoje é muito problemático e extremamente perigoso, em função dos arsenais nucleares existentes.

Penso que seria muito mais amplo o combate a esse estado beligerante, constituindo um mundo de harmonia, entre contrários, suficiente para gerar um novo clima de paz onde uma nova sociedade eliminando desigualdades possa existir de fato.